Sermão de Santo António aos Peixes
Sermão de Santo António aos Peixes
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O padre António Vieira acompanha todo o século xvii português, e o Sermão de Santo António aos Peixes é um esplêndido exemplo da sua grande veia retórica. Este Sermão foi pregado em São Luís do Maranhão, no Brasil, a 13 de Junho de 1654, dia de anos de Santo António e nas vésperas de Vieira viajar até Lisboa para obter, do rei, leis que obstassem à escravatura dos índios. A defesa dos índios e a contestação aos colonos são o mote para este discurso intemporal. Tal como Santo António não conseguia pregar aos hereges, que não o ouviam, Vieira também não é bem-sucedido junto dos colonos e resolve virar-se – alegoricamente – para os peixes, essa primeira criatura de Deus. Imaginação, sátira e arrebatamento marcam a soberba construção literária desta jóia da retórica e da história da literatura. Um texto que nos toca, a cada um individualmente e à humanidade no seu conjunto, porque «Vós sois o sal da terra». Hoje, que vozes parciais querem afogar Vieira num ideológico revisionismo histórico, este texto é a melhor prova do seu papel pioneiro nas relações entre culturas e na defesa da universal dignidade humana.
Crítica:
A língua portuguesa nunca foi mais bela que quando a escreveu esse jesuíta.
José Saramago
Um imperador da língua portuguesa.
Fernando Pessoa
N.º de páginas: 96
Encardenação: Capa mole
Coleção: Clássicos da Guerra e Paz
Editora: Guerra & Paz
Data de lançamento: julho de 2020
ISBN: 9789897025426
Temáticas: Clássicos, Literatura Lusófona
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