Meus desacontecimentos
Meus desacontecimentos
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Da infância, somos todos sobreviventes.
De quantos nascimentos e mortes se constitui uma vida? De quantos partos precisa uma pessoa para nascer? Com quantas palavras se constrói um corpo vivo? Num percurso delicado pelas memórias da sua infância e crescimento, eis as perguntas que movem Eliane Brum, uma das mais vibrantes autoras de língua portuguesa.
Plano Nacional de Leitura:
Literatura – dos 15-18 anos – maiores 18 anos
Lembro que, quando tudo começou, era escuro. E hoje, depois de todos esses anos de labirinto, todos esses anos em que avanço pela neblina empunhando a caneta adiante do meu peito, percebo que o escuro era uma ausência. Uma ausência de palavras. Essa escuridão é minha pré-história. Eu antes da história, eu antes das palavras. Eu caos.
Era uma vez uma menina que parecia estar sempre a piscar o olho à morte. Essa menina revela, neste livro, como foi resgatada pela escrita. A cada página, desfilam, vivíssimos, lugares e personagens fantasmáticos, que pertencem ao imaginário coletivo ou a um álbum de família: a «casa-túmulo»; a praça da cidade pequena; a irmã morta, que é afinal a mais viva entre todos; a mãe, despovoada de alegria; o pai, filtrado pela sombra de peripécias domésticas e de um país amordaçado; a avó, comedida em tudo menos na imaginação; as tias, transformadas em flores para não murcharem.
Meus desacontecimentos marca a estreia em Portugal de uma escritora singular e multipremiada, que aqui regista a história da sua vida com as palavras: um relato delicado, impressivo e inquietante sobre como nos tornamos quem somos a partir da língua, da escrita, da memória. Neste itinerário de dentro para dentro, afiadíssimo e despudorado, Eliane Brum conta como se tornou uma narrativa de si, conduzindo o leitor numa viagem encantatória.
Crítica:
Eliane Brum apresenta uma escrita reconhecivelmente sua, visceral. Meus desacontecimentos é uma investigação sobre como a escrita não apenas a tornou uma escritora premiadíssima, mas virou o próprio ar que ela respirava.
— Zero Hora
Ler Eliane Brum […] é ler bocados desarrumados de vida, incongruentes, ‘ferozes’, dotados de uma sensibilidade e de uma delicadeza sem par no mundo da escrita.
— Cláudia Marques Santos, Observador
Um estilo singular, atento aos detalhes, inquieto com as injustiças e as desigualdades do mundo, mas generoso no modo de olhar os outros.
— Ana Cristina Pereira, Público
N.º de páginas: 128
Encardenação: Capa mole
Editora: Companhia das Letras
Data de lançamento: setembro de 2024
ISBN: 9789897876059
Temáticas: Literatura Lusófona, Memórias e Testemunhos
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