Felicidade clandestina
Felicidade clandestina
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A amizade é matéria de salvação.
Vinte e cinco contos plenos de intensidade dramática, pulsantes de vida, que põem em cena as fantasias e obsessões de uma das maiores escritoras do século XX, estendendo ao leitor um mapa-múndi que habitualmente não vemos, escondido que está na clandestinidade de quase todos os sonhos.
As histórias que compõem este livro, como quase sempre acontece na inventiva escrita de Clarice Lispector, partem de circunstâncias comuns e desembocam no plano do extraordinário. Falam de pão com manteiga, beijos de mãe e primeiros beijos, um livro aberto, um macaco de saia curta, Deus nas acácias. Falam de desejo, inveja, perdão, esperança, amor e descoberta. A protagonista da história que dá título à coletânea vive consumida pela cobiça do tesouro de outra rapariga: os livros a que ela, filha de um livreiro, tem acesso. Mote para uma narrativa de desejo intenso a partir do imaginário da juventude, este conto dá o tom para todo o livro, publicado pela primeira vez em 1971. Da apologia da leitura à tristeza do Carnaval ou às audácias de uma galinha, passando, sempre, pela interrogação do que define o humano, estas são histórias íntimas, de alcance literário intemporal.
Crítica:
Em Clarice o género não conta, porque é ela e só ela no centro do que escreve, tudo o que escreve emana dela, não cita, não imita, não parafraseia, não programa, não reproduz o episódio, nem sequer ela narra. Vai puxando frase atrás de frase, construindo um pensamento literário.
Luísa Costa Gomes, nota de apresentação
Não importa quão ínfimo ou grandioso seja o assunto — o amor de uma menina pela sua galinha de estimação, o primeiro beijo entre colegas de turma ou os devaneios de uma dona de casa insatisfeita —, tudo se torna ampliado nas mãos de Clarice Lispector.
The Times
Lispector foi comparada a Woolf, Joyce, Proust, Sartre […]. Quanto mais singular um escritor, mais a crítica procura comparações. Mas, se a lermos o bastante, percebemos que Lispector escapou destas armadilhas[…]. Em vez de procurar um estilo existente […], empreendeu uma busca individual para encontrar ‘o símbolo da coisa na própria coisa’.
The Guardian
N.º de páginas: 184
Encardenação: Capa mole
Editora: Companhia das Letras
Data de lançamento: maio de 2026
ISBN: 9789895891320
Temáticas: Literatura Lusófona
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