A Maçã no Escuro
A Maçã no Escuro
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A noite era de uma grande e escura delicadeza.
Quando A maçã no Escuro é publicado, em 1961, Clarice Lispector afirma que é o seu melhor romance até então, num comentário que será corroborado, ao longo de décadas, pelos leitores e pela crítica.
Era um lamento sem tristeza. O homem estava no coração do Brasil. E o silêncio fruía a si mesmo. Mas se a brandura era o modo como se ouvia a noite, para a noite a brandura era a sua própria aguda espada, e na brandura a noite toda estava contida.
Dividido em três capítulos e girando em torno de três personagens — Martim, Vitória e Ermelinda —, este é um livro primorosamente construído em torno de mistérios, alegorias e ligações paradoxais.
Martim está em fuga de um crime que acredita ter cometido, e mergulha na noite, na selva, nas sombras, avançando entre o medo e o fascínio. As primas Vitória e Ermelinda vivem numa propriedade remota e silenciosa, e o seu quotidiano é sobressaltado pela chegada inesperada de Martim, que ali ficará a trabalhar. Um homem que encerra um enigma e cujo espírito é habitado pela escuridão. Um homem em busca de «saber qual é a ação de um homem». Num romance profundamente metafísico, Martim, alter ego de Clarice Lispector, parece estar sempre diante de uma quase-epifania: vive a sua vida como destino e encontra no instante antes da queda uma hipótese de salvação.
N.º de páginas: 408
Encardenação: Capa mole
Editora: Companhia das Letras
Data de lançamento: setembro de 2026
ISBN: 9789895891283
Temáticas: Clássicos, Literatura Lusófona
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