A Hora da Estrela
A Hora da Estrela
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A procura da palavra no escuro.
Publicado pouco antes da morte da autora, é neste livro que Clarice Lispector destapa o motor da sua inquietação criativa, despedindo-se do mundo com uma obra de arte meteórica, excêntrica e universal.
Uma das singularidades da escrita de Clarice Lispector é a forma como incorpora o que é fugaz e volátil, numa obra literária em perpétua reinvenção. A hora da estrela surge em rota de colisão com outras ficções da escritora, colocando em cena Rodrigo, um escritor, e Macabéa, uma datilógrafa desvalida que vive num quarto alugado, no Rio de Janeiro. É Rodrigo quem narra a história de Macabéa, mulher onde desaguam todos os infortúnios: órfã e feia, inadaptada na cidade, ocupa os tempos mortos a ouvir rádio, sozinha. Rodrigo, o cosmopolita frívolo, inveja secretamente a liberdade interior da infeliz Macabéa.
Publicado pouco antes da morte de Clarice Lispector, em 1977, A hora da estrela tornou-se, nas últimas décadas, um dos seus mais amados romances. É aqui que a escritora destapa o motor da sua inquietação criativa e se aproxima, desarmadamente, do mistério da vida e da morte, despedindo-se do mundo com uma obra de arte meteórica, excêntrica e universal.
Crítica:
Clarice entende que o retrato da humanidade é complexo e iminentemente contraditório, favorecendo uma iluminação que afinal amplia a perceção do quanto se mantém no escuro. […] A hora da estrela é o último livro de Clarice. A escritora cria aqui um dueto de personagens das quais a morte se abeira, o que precipita um debate mais aguerrido com a vida. Escrever à porta da morte, mesmo sendo ficção, é uma negociação perigosa, porque cada frase se confisca numa última oportunidade. […] O milagre de Clarice é que a sua escrita se conserva inexpressiva diante da revelação.
— Valter Hugo Mãe
Em A hora da estrela, fundem-se todos os talentos e excentricidades de Lispector […]. Um livro que transita da profunda consciência da tragédia de estar vivo para o perspicaz entendimento de que a vida é uma comédia. […] Ao aproximar-se do fim, Lispector escreveu como se a sua vida estivesse a começar.
— Colm Toibín, The Guardian
Clarice Lispector é enigmática, mística, contraditória e filosófica. Mesmo que comece em território familiar […], rapidamente se desvia para um reino em que os sons se tornam discordantes e a paisagem se faz indiscernível, assumindo tonalidades imprevistas.
— The New York Times
As suas imagens deslumbram até quando o seu significado é mais obscuro, e quando escreve sobre aquilo que a incomoda é a encarnação da lucidez.
— The Times Literary Supplement
Idioma: Português
N.º de páginas: 128
Encardenação: Capa mole
Dimensões: 150 x 230 mm
Editora: Companhia das Letras
Data de lançamento: 01/01/26
ISBN: 9789895894291
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